• Irineu Braghetti Filho

COMPREENDENDO A NOVA FORÇA DE TRABALHO e PREENCHENDO AS LACUNAS


A nova força de trabalho que está entrando no mercado tem muito a oferecer, como novas competências técnicas, ideias, perspectivas, energias. No entanto a falta de determinadas habilidades interpessoais – soft skills, algo como o conjunto adequado de características pessoais e comportamentos de um indivíduo nas interações com os outros – tem limitado seu desenvolvimento e enlouquecido os profissionais mais velhos e mais experientes. Traduzindo tudo isso, eu chamo particularmente de IMATURIDADE, e não somente profissional, mas pessoal também. A maior preocupação é em relação àqueles que ocupam cargos de liderança sem a mínima noção e habilidade para ser um líder, refletindo terminantemente em seus liderados, ficando praticamente à deriva sem direcionamento do que fazerem e apenas executarem as tarefas que lhes são determinadas.


Os registros de queixas referente a geração Y – nascidos entre 1978 e 1989 – e do início da geração Z – nascidos entre 1990 e 1999 - a frequência e a insistência das reclamações sobre habilidades interpessoais dos funcionários recém-contratados em começo de carreira têm aumentado muito ano após ano. E quais as queixas mais frequentes dos gestores? Vejam as respostas:


“Eles são poucos profissionais.”

“Eles não assumem responsabilidade nem prestam contas de nada do que fazem.”

“Eles não têm uma boa postura no trabalho.”

“Seus hábitos profissionais são horríveis.”

“Eles não sabem lidar com pessoas.”

“Eles não sabem pensar, aprender e a se comunicar sem consultar algum dispositivo eletrônico.”

“Eles não têm pensamento crítico.”

“Eles não sabem resolver problemas, tomar decisões e planejar.”

“Eles têm problemas em se submeter à autoridade.”

“Eles não se sacrificam pelo bem maior.”

“Eles não avaliam o contexto para ver como se adequar a ele.”

“Onde foram parar a cidadania, a prestatividade e o trabalho em equipe?”


Quando reflito sobre cada uma dessas queixas, uma em especial - “Eles não sabem resolver problemas, tomar decisões e planejar” - me vem à cabeça uma executiva – com um pouco mais de 50 anos - de uma empresa nacional, referência de mercado, que fez sessões de coaching executivo comigo, relatando sobre o seu “chefe” – com aproximadamente 37 anos - contratado a questão de oito meses, que a cada reunião com o CEO, projetos corporativos, reuniões de equipe e, congressos ao qual ele era convidado, ia até ela e pedia conselhos de como deveria proceder, quais providências tomar, como se comportar e o que falar. Estranho, certo! Não deveria ser o contrário? Mas não! A tamanha insegurança, imaturidade e despreparo para estar na posição que estava era imensa, que não conseguia dar um passo sequer sem pedir a opinião de uma colaboradora sênior, uma diretora executiva. Resumindo, ela justamente estava fazendo coaching comigo porque não se conformava com a situação e queria saber como proceder. Ela mais parecia a mãe dele.


Mas vamos lá! Existe uma lacuna cada vez maior entre as expectativas dos empregadores e a realidade de como os novos talentos do mercado se apresentam no local de trabalho. Muitas vezes esses novos astros possuem as mais recentes e melhores competências e os métodos mais eficazes. Diversos deles parecem ter desenvolvido quase “superpoderes” em suas áreas de interesse. Costumam saber tudo das últimas novidades. No entanto, cada vez mais faltam a eles os velhos fundamentos, as habilidades interpessoais, não técnicas.


E o que eles dizem a respeito sobre o crescimento dessa lacuna? Normalmente concordam, dizendo: “Eu e meus amigos somos assim mesmos!”. Ou se mostram céticos, perguntado: “É sério?” De um jeito ou de outro, eles sempre emendam com: “E daí?”

Bem, a minha resposta é: “E daí que esse comportamento irrita os funcionários mais velhos e prejudica a sua carreira. Se você desenvolvesse suas habilidades interpessoais, teria uma enorme vantagem estratégica.”


A boa notícia é que, em geral, essa explicação basta para atrair sua atenção e seu interesse em melhorar.


E o que dizem os líderes e gestores quando mostro a eles como podem ajudar seus jovens talentos a preencher essa crescente lacuna das habilidades interpessoais? A maioria das vezes, a primeira resposta: “Resolver esse problema não tinha que ser função nossa. Eles não deveriam ter aprendido esses fundamentos com os pais? Na escola? Ou pelos menos na faculdade? Ou na pós-graduação? Quando contratados, já deveriam saber ser pontuais e a se comportar, ou teremos de ensinar isso também?”

Respondo a meus clientes, sempre, que se você está contratando jovens hoje em dia, a falta de habilidades interpessoais que eles apresentam é problema seu, sim. Mas também há uma boa notícia: você pode preencher essa lacuna; isso lhe proporcionará uma enorme vantagem estratégica na hora de contratar os novos talentos mais promissores, ambientá-los, melhorar o próprio desempenho, aprimorar os relacionamentos e diminuir as taxas de rotatividade.


Você vai descobrir que existem várias maneiras de ajudá-los a desenvolver um quesito de cada vez e, com isso, torná-los funcionários, colegas e futuros líderes muito mais eficazes e bem-sucedidos.


Conte com a gente. A Insights For Leaders, a partir dos resultados de centenas de estudos, de boas práticas e de métodos de ensino criados por organizações e mentores mundiais referenciados, desenvolvemos programas de treinamentos voltados à liderança situacional, a alta performance pessoal & profissional e coaching para líderes, com engajamento, inteligência emocional, PNL, neurociência cognitiva, psicologia positiva e, eficiência comprovada em resultados.


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