• Irineu Braghetti Filho

GESTOR SANGUESSUGA - Saia fora deles!



Quem já não trabalhou ou trabalha com um gestor sanguessuga?


De uma maneira ou outra você irá identificar o seu chefe, ou algum gestor da empresa onde trabalha, ou então, se lembrar de algum com quem trabalhou, e pior de tudo, acabar se identificando com um dos perfis que irei descrever mais adiante.


Mas então, vamos partir do princípio de que você não seja um deles e vamos focar no seu atual ou ex-chefe. Quando entramos para trabalhar em uma empresa, temos a expectativa de que o chefe seja gente boa, que irá cuidar de você, da equipe, que esteja focado no crescimento de seus colaboradores, seja participativo etc. etc. etc. não é verdade!?


Agora, a realidade pode ser totalmente contrária à expectativa, pois há a probabilidade de estar ali um lobo em pele de cordeiro. É como um casamento: do namoro à cerimônia tudo é love, viver o dia-a-dia e sob o mesmo teto são coisas que somente a rotina irá mostrar. E é aí que seu chefe por se mostrar um gestor sanguessuga.

O gestor sanguessuga pode estar perto de você.


Então vamos lá. O gestor sanguessuga tem como perfil aquele de chefe egoísta, que vê em seus colaboradores um meio de ganhar pontos para ele mesmo, aquele que tira o máximo de seus funcionários em benefício próprio, os usam como “laranjas”, que o espreme ao máximo extraindo todo o seu sumo para depois o descarta-lo. São “profissionais” vaidosos e mesquinhos. Ele é o Sol e todos têm de girar em torno dele. Possuem uma personalidade que provoca mal-estar e por experiência própria, ao longo de minha carreira corporativa, tive e presenciei muitos deles.


Abaixo, algumas designações, segundo o escritor Alberto Roitman, que os qualificam com muita precisão:


Gestor MIMADO – aquele que não se preocupa com o crescimento de seus colaboradores, somente o dele e seus comportamentos são: Não dá oportunidade a ninguém; vai sozinho à feiras, congressos, não deixa seus funcionários irem a reuniões importantes; não aceita dividir o que é “seu”; seu comportamento é de criança mimada e por fim, não dá feedback e consequentemente também não irá pedir o seu a algum de seus subordinados ou pares.


Gestor DONDOCA – Seus funcionários são seus serviçais. Trata seus colaboradores como criados; os humilha em público e preferencialmente na presença de pessoas de outras áreas; delega tarefas pessoais e se vê como um “ser” superior.

Gestor FEUDAL – é proprietário de seus funcionários. Não libera o colaborador para outra área; o funcionário é seu e de mais ninguém; se o funcionário pede demissão, com certeza irá criticá-lo depois de sua saída.


Gestor PAPAGAIO DE PIRATA – aquele que não perde uma oportunidade para vender-se, usa sempre o “eu” do que o “nós”. O mérito de qualquer trabalho é dele e nunca o da equipe pois acredita que a mesma só produz em função dele.


Gestor AUDITOR – se o resultado não está indo bem, a culpa é da equipe. Ele nunca erra e está sempre pronto para apontar um culpado, mesmo que a pessoa já tenha sido demitida.


Gestor “SÓ MAIS UM POUQUINHO” – Não está nem aí pela qualidade de vida dos colaboradores e exige que trabalhem bem mais do que deveriam. Valores pessoais não são respeitáveis. Ser um bom gestor é extrair o fígado de seus funcionários sem anestesia. Se vangloria pela quantidade de produção, mas para isso estressa ao máximo a equipe. Equipe trabalhar fora do horário de expediente, finais de semana e feriado é rotina e deve ser cumprido, ou seja, o funcionário tem de estar a sua disposição em qualquer horário do dia e da semana, sem contar os constantes telefonemas, e-mails e outros recursos de contato. Se tivesse como instalar um GPS em seu colaborador, com certeza o faria.


Gestor “Boas maneiras, pra que?” – é um mal educado por natureza! “Bom dia”, só existe no dicionário. Sua característica principal é ser o “temido”. É o verdadeiro ditador. Trata seus funcionários de forma grosseira, fala alto e o xingamento é usado de forma natural.


Gestor RÉPTIL – Assedia colaboradores e pensa que é o gostosão do pedaço. Assedia moralmente, sexualmente ou fisicamente. Faz gracejos indecentes sobre postura, roupa ou características físicas. Dos chefes sanguessugas, esse é o mais deprimente e asqueroso, com certeza.


Gestor DESONESTO – é o gestor da falta de caráter. Fala dos outros pelas costas; nunca cumpre com a palavra; é desonesto com a empresa e colaboradores; recebe repasses ilegais de fornecedores por favorecimento e a sua regra é “se dar bem”.


Gestor PSICOPATA – Tem grandes problemas emocionais. Pensa que a todo instante alguém irá puxar o seu tapete; usa como premissa que “atacar é a melhor defesa”; não cria amizades e sim uma rede de favorecidos; quando assume uma área tem de demitir algum(ns) para demostrar que é forte, quem manda aqui sou eu!; impõe metas agressivas e absurdas, difíceis de serem cumpridas. Por fim, é o gestor que tem por necessidade mostrar força de poder.


Bem, existem muitos outros tipos de perfis, mas esses certamente são os mais conhecidos e fáceis de detectar no mundo corporativo.

E agora, o que fazer com meu gestor?


Agora com certeza você irá me questionar: “o que fazer se trabalho com um gestor desses”?


A minha recomendação é ter consciência e ponderação de qual atitude tomar, pois o “tiro pode sair pela culatra”, a corda arrebenta do lado mais fraco e nesse caso é você. Não se esqueça também que, dependendo do tempo de casa que esse gestor tem na empresa, não tenha dúvidas que ele tem aliados e que, em qualquer reclamação tua a qualquer um que seja, essa pessoa pode ser conivente com as atitudes do demoníaco e, o “fritado” será você!


Mas vamos lá, existem casos e casos. Em se tratando de chefes onde, por exemplo, a situação seja de assédio moral, sexual ou físico, esse sim deve ser denunciado ao gestor de RH ou escalado a uma diretoria executiva, não esquecendo de que “prova” é a razão de qualquer denúncia, e um cidadão desses não merece exercer qualquer função de liderança em nenhuma empresa.


Em outros perfis sanguessugas, a mudança de empresa é o mais recomendado. Procure se programar financeiramente para isso, mas principalmente, avaliar o mercado por demandas, oportunidades e situação econômica favorável.


O impacto na carreira das pessoas em trabalhar com sujeitos desses perfis é muito grande e podem trazer também desiquilíbrios emocionais muito fortes e graves. Alguns profissionais necessitam buscar apoio psicológico para poderem suportar a pressão. “Chefes” desses tipos existirão em qualquer lugar, mas muitas empresas procuram caminhos para ajustar o perfil de seus líderes alinhando com programas estratégicos corporativos, educacional e cultural, onde o comportamento sanguessuga se torna mais evidente e fácil de neutralizar.


Enfim, o ideal é procurar manter equilíbrio emocional para saber administrar as diversas situações e chefias que apareçam. Apesar das empresas terem trabalhado bastante na relação entre líderes e subordinados, poucas literaturas descrevem o que fazer nesses casos. Portanto, mantenha seu currículo sempre atualizado, não abandone sua rede de relacionamento e repense em sua atitude e carreira. Pode ser o caminho!

Até breve! Irineu Braghetti Filho

@mentor.irineubraghetti

2 visualizações

Siga-nos nas Redes Sociais

  • YouTube IFL Channel

© 2020 por Insights For Leaders

algumas imagens atribuídas à freepik.com - Designed by Freepik